25 de Março

Adivinha que dia é hoje? Dia do aniversário da MINHA Mônica Aires! (Saiba que, neste momento, eu estou relevando sua não resposta aos meus últimos e-mails. Sou mais ou menos como um cachorro: podem me chutar, ignorar e deixar sem comida, mas eu sempre pulo no colo e abano o rabinho na primeira oportunidade.). Eu preciso dizer que, apesar de você não ter me parabenizado pelo meu aniversário, eu aprendi a não pagar o mal com mal, mas sim com o bem. Mas vamos pular essa parte, ok?
Um pouquinho de algodão doce pra você *-*
As pessoas falam que o tempo e a distância destroem todos os sentimentos, até os mais fortes. Alguns até dizem que a distância impede que qualquer coisa se desenvolva. Bom, apesar de às vezes a distância quase me matar de ódio, eu vou precisar questionar tudo isso seriamente.
Eu te amo muito, muito mesmo, Mô. Por que você me escutou, me deu atenção, me tratou como uma pessoa de verdade (não como um robô, como até mesmo meus amigos mais próximos me enxergam). Vou pegar emprestada uma frase do filme “Réquiem por um sonho”: “Você me faz sentir como uma pessoa”. Em todos os nossos pequenos momentos virtuais, você deixou claro para mim como você é gigante. Gigante de alma, de espírito, de coração. Sempre que eu me lembro de você, sinto uma vontade de me aninhar nos seus braços, e então dormir por várias horas, ou simplesmente… Me acalmar; como uma mãe, uma irmã. Uma amiga. É.
Eu sinto uma vontade imensa de chorar quando me lembro de todas as dificuldades que me impedem de chegar até você. Sempre que eu planejo viajar até São Paulo, ou até uma outra cidade onde você estará, algo sai errado (a maldição dos 15/16 anos). Acabo sofrendo, repetindo que sou uma pessoa altamente incapaz. E fico morrendo de vergonha de falar com você sobre isso, me sentindo péssima e pouco empenhada, esperando de você a mesma reação sobre mim. Eu tenho um complexo de inferioridade bastante acentuado, note.
Sendo assim, eu MORRO de ciúmes das meninas que conseguem viajar pra te ver, ou, pior, QUE JÁ MORAM EM SP. Pode me chamar de boba, mas, ai, sinto mesmo. Sinto ciúmes de todas elas. Mas, poxa, eu amo tanto você e a Lu, oro por vocês todos os dias, peço pra Deus me ajudar a chegar até vocês, será que eu estou errando em alguma parte? Me diz!
Sabe, existem pessoas que acreditam em amor à primeira vista. Então, porque duvidar de carinho à primeira vista? É, foi mais ou menos isso (exatamente do tipo de uma criancinha para a mãe/irmã). E eu lamento muito, e te peço um milhão de perdões se alguma vez a minha incapacidade de me comunicar sempre com você me fez soar como falsa, interesseira, negligente e/ou desprezível. A Bíblia diz para que não juremos, nem pelos céus, nem pela terra, mas que seja nosso sim, sim, e nosso não, não. E aqui estou eu, em toda minha verdade e sinceridade, afirmando eu nada disso eu sou. Eu te amo de verdade, mesmo. Te amo com o mesmo amor que Jesus nos amou na cruz, aquele mesmo amor de 1Co 13. Vou resumir tudo em um só versículo.

“Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” João 13:34

Foi esse o amor que eu escolhi para a minha vida. E engraçado, quando eu abri na página da Bíblia Online pra procurar uma versão mais simplificada do versículo, e percebi que um dos versículos do dia falava sobre fé, e eu percebi como tinha me esquecido de falar da sua fé. A fé que você tem em Deus, e fé com que você fala do seu pai, a fé com que você fala do Seu outro Pai. E sabe, você sente tanta falta daquele pai que morreu, mas saiba que esse outro Pai nunca morre, Ele está sempre conosco. Ele também nos abraça, nos embala, nos faz dormir, nos dá razão para viver. Por favor, nunca se esqueça disso. É o mesmo Pai que ama muito à mim; Ele a ama ainda mais.
*pausa para enxugar as lágrimas*
OK, agora chegou a hora do ponto alto deste texto:
OGI VAI TÊ UMA FEIZTÁ
BOLIGUARANAH, MUITUS DOSSIS PRA VOSE
EH U CEL ANIVERÇARU
VAMUS FESTEJAH IUS AMIGUS RECEBÊH
[…]
PARABEIMS (UHU)
PARABEIMS (UHU)
OGI EH CEL DYA, KI DYA MAIZ FELISS!
(Eu tenho medo de te chamar de “monstra”, porque talvez você não compartilhe de tudo isso que eu disse e não me dê o direito dessa nem de qualquer outra palavra semelhante, mas bem, é que eu chamo todas as minhas amigas de monstras – cocós, mumus e outros nomes afins – de forma que pra mim seria muito natural… Eh, hum, se você não gostar, me avisa, que eu apago NA HORA!)
Sua monstra não-mais-ruiva, parabéns. Hoje é seu aniversário (SÉRIO?), hoje é aquele dia de cobrar de todo mundo o triplo de atenção, o triplo de carinho, e claro, o triplo de presentes rs. O meu estará guardadinho aqui comigo esperando a gente se encontrar. Talvez, TALVEZ, se você for boazinha, eu te mande por Sedex. Mas é tão TALVEZ que você nem deveria ficar pensando sobre isso e orar DEMAIS pra que nossos planos “viajantivos” deem certo.
Ah, falando em Sedex…
Considerando meu castigo de Redes Sociais e considerando também sua não existência no meu MSN e suas não repostas aos meus e-mails, seria legal se você se lembrasse de me mandar o seu endereço, pra eu te mandar umas cartinhas. Eu amo cartinhas, acho que elas são muito mais sinceras, e fofinhas, e mimimi.
Senhorita Mônica A. Amaral, um beijo dessa Senhorita Luísa A. Amaral [Ramos].
Ich liebe dich so viel!
Deine Luísa.

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